A Hérnia não é a Vilã

Fala Pessoal!

Estava sentindo falta de poder escrever pra vocês o que coincidiu com um convite mais do que especial para fazer um artigo que resultou neste que estou compartilhando aqui.

Você vai perceber, que eu decidi desmistificar e te encorajar, caso tenha um diagnóstico de Hérnia de Disco ou Discopatia, a iniciar imediatamente um exercício físico orientado.

 

A primeira coisa que eu quero que você visualize é a sua coluna.

Basicamente ela é um conjunto de partes duras e moles onde as duras são os ossos – chamadas de vértebras e as moles são compostas pelos: discos entre as vertebras, os nervos que saem em pares logo abaixo de cada vertebra, os ligamentos que as interligam e por fim os músculos que se fixam nelas.

Ela funciona como se fosse o esteio do nosso corpo: dá sustentação, protege e ainda amortece os impactos bem como auxilia no movimento. Cada região é especialista em um ou mais movimentos de acordo com a sua forma ou posição.

Para facilitar a compreensão e a busca, quando queremos indicar onde dói por exemplo, cada região da coluna é denominada de acordo com a sua posição. Sendo assim, as mais superiores e próximas da cabeça são chamadas de Cervicais (7 vértebras). Mais central na região das costas são as Torácicas ou Dorsais (12 vértebras), mais inferiores logo acima dos glúteos são as Lombares (5 Vértebras), entre os quadris e bem na base da coluna temos as Sacrais (5 vértebras fundidas)  e o famoso Cóccix (Fusão de 4 vértebras que consideramos uma). No total são 32 vértebras que têm árdua missão, de mesmo “não querendo”, nos AGUENTAR.

 

Agora que você navegou comigo pela anatomia quero te convidar a isolarmos em apenas os Discos.

Os discos são verdadeiros amortecedores e facilitadores de movimento. São gelatinosos e se parecem muito (pelo menos pra mim) como uma bexiga com água quando se trata de morfologia (formato).

Consegue imaginar você apertando uma bexiga com água? Sim? O que acha aconteceria?

Basicamente quando se aperta de um lado este lado tem menos água por sua vez o outro, sem a pressão, se enche de água certo?

OK! Agora imagine isso constantemente na sua coluna…

É exatamente isto que acontece durante o dia.

Várias forças são aplicadas em nosso corpo durante o dia e todas as estruturas que eu falei acima trabalham incansavelmente para nos manter equilibrados e eretos, já diria a sua provável postura a ler este material. Te peguei né?

Bom então quer dizer que somente o fato de viver já influencia na minha coluna?

EXATAMENTE! A constante aplicação de força na coluna por nossas atividades diárias, que não quer dizer necessariamente atividades físicas, influenciam no posicionamento e principalmente na SAÙDE de nossa coluna.

E não é atoa que os números não são muito favoráveis quando falamos da lesão do Disco de forma isolada já que ela acomete pelo menos 15% da população Mundial é a 3ª Causa de Aposentadoria Precoce e a 2ª Causa de Afastamento do Trabalho e a idade não se mostra tão importante assim já que o maior índice acomete entre os 25-45 anos, ou seja, JOVENS!!!

Por essa você não esperava, não é?

E então como eu posso afirmar que ela não é a vilã?

Bom basicamente, porque ela está sendo a sua heroína! Isso mesmo.

A maior causa das Hérnias de Disco está associada a hipermobilidade na região da disfunção (dor ou queixa) e isso quer dizer que é uma região que está se movimentando muito mais do que outra parte da própria coluna [ou não, mas explico isso num outro post] que simplesmente parou de “trabalhar” como deveria.

Ou seja, a região da Hérnia é uma tentativa do seu corpo de manter você em movimento, mas quem tem uma lesão aguda sabe bem que não é nada bom se movimentar quando a dor literalmente te trava.

Essa sensação se explica, porquê a região estará limitada não só pela protusão (entenda estufamento do disco – como apertar a bexiga d’água) como também pelo processo inflamatório.

E então a dúvida cruel vem: exercitar ou repousar? Eis a questão!

Vários estudos atuais e Guidelines (Guias Científicos) sobre esse tema mais do que afirmam que há duas verdades absolutas: 1º) os sintomas de dor – VÃO PASSAR! E é uma questão de tempo para isso acontecer, geralmente entre 3 até 18 meses mesmo que você apenas limite os movimentos.

Mas o principal é a segunda verdade absoluta – a maior qualidade de vida e o processo acelerado de melhora se dão NÃO pelo repouso, mas sim pelo MOVIMENTO.

Exercitar é o melhor REMÉDIO e a evidencia que podemos citar é a própria causa.

Lembra que eu falei que a causa da Hérnia está no movimento em excesso da região pois alguma parte parou de movimentar-se como deveria? Pois bem, para tratarmos apenas precisamos entender qual região está hipomóvel (com menos movimento) darmos movimento à ela, não nos esquecendo de limitarmos a carga percebida da região inflamada (hiermóvel) e em alguns dias você estará de volta a vida sem dor!

Pode parecer simples demais a principio como é, mas precisamos de algumas ressalvas como: tempo da dor, individualidade do processo, comprometimento com o processo de melhora, outras doenças associadas, fatores ambientais, culturais, emocionais, laborais e de desporto além de toda a complexidade que envolve o indivíduo.

O treino deverá ser personalizado com foco nos grupos musculares que favoreceram o processo de não dor. O tratamento deve ter foco multiprofissional e transdisciplinar onde todos e todas se comuniquem com um único objetivo: VER VOCÊ INDEPENDENTE.

Segundo a literatura Hérnia não tem cura.

Mas o que é a cura senão o Corpo e a Mente conectados ao seu propósito de viver uma vida que valha a pena viver e principalmente – sem dor?

Espero ter te ajudado.

Curta, compartilhe e marque alguém especial pra você que também precisa saber um pouco mais sobre esse tema que resumi aqui.

 

Até Mais!

 

Pedro Santos

Coach | Fisioterapeuta

 

 

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